São Gonçalo ainda não conta com um Plano Municipal de Saneamento.
De acordo com informações da Cedae para o estudo ONU-Habitat/UFF, em 2008 apenas 5.635 (1,6%) dos 340.645 domicílios particulares urbanos em São Gonçalo estavam ligados à rede de esgoto, caracterizando uma situação de extrema precariedade.
Segundo estudo publicado pela ONG Trata Brasil, o município encontra-se entre os piores do País em termos de cobertura de esgotamento sanitário. A situação descrita pelos membros do Fórum da Agenda 21 destaca a falta de saneamento básico, a existência de esgoto a céu aberto e sem tratamento,e a falta de mais Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Também foi identificada a falta de um cinturão de coleta de efluentes líquidospara tratamento adequado, causando malefícios, como poluição dos mares e rios, odor insuportável da orla marítima e decadência da pesca no município. Por outro lado, encontra-se em implantação o sistema de saneamento básico nas áreas de Jardim Catarina, Salgueiro e Rio Imboassu (PAC) e foi identificado potencial para ETEs com reutilização dos gases em projetos sustentáveis sociais.
Os projetos do município para a área de saneamento incluem a construção de rede de coleta de esgoto, estação de tratamento e implantação de fossas-filtro, além de implantação de rede de abastecimento de água, que vão beneficiar mais de 170 mil famílias. Já estão liberados para estes projetos R$ 56 milhões em recursos do PAC.
Também está prevista a revisão e a retomada do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara em todo o município, o que inclui a finalização das ligações residenciais à rede principal e desta às subutilizadas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Esta obra vai consumir R$ 20 milhões de recursos do PAC/Cedae. Os dados constam do Relatório de Acompanhamento dos Objetivos do Milênio do Conleste e referem-se a 2009.
O aumento do número de residências não foi acompanhado pela ampliação dos serviços de abastecimento de água. Entre 2006 e 2008 houve, na realidade, uma redução de 22,83% no número de unidades atendidas por esse serviço. Em 2008, a água chegou a 33,38 dos domicílios particulares urbanos, ficando abaixo da média do Conleste (45,57%) Tal situação levou os participantes a afirmarem que falta água potável no município.
A existência da Estação de Tratamento Imunana Laranjal foi considerada uma potencialidade.
Segundo os participantes, cerca de 65% dos resíduos sólidos do município são coletados e encaminhados a um aterro controlado (lixão) em final de vida útil, mal localizado (próximo a uma APA) e em situação irregular.
Os participantes reclamaram da falta de coleta dos resíduos sólidos e da inexistência de monitoramento do poder público para coleta seletiva. Foi informado na prefeitura que o recolhimento é feito por empresa particular e destinado ao Aterro Sanitário de Itaoca. O lixo inerte (resíduos de obras e outros) é recolhido por outras empresas credenciadas. Em áreas de risco, a situação da coleta de lixo é crítica e na área rural é praticamente inexistente. Os participantes reclamaram que não há aterro sanitário no município, nem gestão integrada de resíduos sólidos, faltando políticas de manejo para o setor de resíduos sólidos e efluentes líquidos e eficiência na coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos. Eles demonstraram preocupação com o aumento da produção desse tipo de resíduo com a instalação do Comperj.
Por outro lado, existem condições adequadas para a criação de um aterro sanitário,já tendo sido realizada uma licitação e escolhido o local. De acordo com o Plano Diretor Metropolitano de Resíduos Sólidos, existe contrato de concessão por vinte anos com empresa que está solicitando Licença Prévia (LP) para a nova área. O grupo também indicou a possibilidade de implantação de biodigestores.
Os participantes mencionaram a necessidade de implantação de políticas públicas que estimulem e organizem a coleta sustentável, definindo postos fixos de coleta seletiva e seleção do lixo residencial, beneficiando as cooperativas de catadores. Há oportunidades de negócios com recicláveis.
A coleta de resíduos tóxicos (pilhas e baterias) é disponível apenas através do programa realizado pelo Banco Real, que não é suficiente. Os participantes informaram também que falta programa público de coleta de resíduos hospitalares.
Câmara Municipal. Cedae. Empresas ligadas ao Comperj. FGV.Inea. Ministério das Cidades. Prefeitura Municipal. SEA. Secretarias Municipais (Administração, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Planejamento, Educação, Obras, Saúde). Universidades.
BNDES. Empresas ligadas ao Comperj. Fecam. Finep. LOA. Ministérios (Cidades, Minas e Energia, Meio Ambiente).